Bom, há muito tempo que quero ler o livro e finalmente consegui colocar minhas mãos em um exemplar. Devo dizer que simplesmente amei.
Amo anjos e acredito que este livro retrataram os dois lados de uma moeda.
O jeito que o amor pode mudar de um jeito bom uma pessoa ou envenenar sua alma, o ciúmes, ódio, inveja...
Os anjos não aceitam a humanidade, não aceitam que Deus ame mais "esculturas de barro" do que eles que são os primogênitos. Miguel, o príncipe dos anjos, é o que menos aceita isso tudo e durante o sétimo dia, o período que Deus adormece depois de criar o universo, ele lidera uma revolta tirânica, fazendo de tudo para destruir os homens e tudo o que lhe impede de cumprir seu objetivo.
Ablon, o último renegado, mesmo aprisionado à terra, questiona as leis de Miguel e deseja libertar os anjos e os homens de seu controle doentio. Junto com sua amada Shamira, a necromante e última feiticeira do mundo, ele luta para combater as leis do paraíso.
Apesar de eu ter me apaixonado por esta obra, achei um pouco massante toda hora ter flashbacks imensos. Fora isso, muito bom. A descrição te permite ver perfeitamente as cenas.
"Tentei alertá-los, mas ninguém quis me escutar. A existência palpável de Deus é um alimento para homens e anjos. Muitos Dele dependem para justificar seus fracassos, suplicar perdão, ou para animar uma vida miserável. E não os condeno. Não é fácil admitir que estamos sozinhos, que nosso sucesso depende apenas de nossos próprios esforços e de mais ninguém"
Gabriel, página 482